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sábado, 13 de novembro de 2021

Ednaldo Rodrigues fala em reestruturação ampla na arbitragem brasileira

 

Ednaldo Rodrigues, presidente interino da CBF — Foto: Reprodução

A Confederação Brasileira de Futebol passa por um momento conturbado. Após o afastamento de Rogério Caboclo, acusado de assédio moral e sexual contra funcionários da entidade, o baiano Ednaldo Rodrigues assumiu interinamente o comando da CBF e na última sexta-feira tomou a decisão de demitir Leonardo Gaciba da Comissão de Arbitragem, após os sucessivos erros dos árbitros nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro, o último deles na quinta-feira na derrota do Bahia contra o Flamengo.

 

Ednaldo anunciou uma concentração imediata de árbitros na Granja Comary para debater critérios para ajustá-los nos jogos finais das competições nacionais. Ele promete melhorias na arbitragem brasileira e  fala em “reestruturação ampla”.

“Apesar dos altos investimentos que a CBF tem realizado nos últimos anos, entendemos que a arbitragem não estava à altura dos investimentos colocados, muitos erros, e esses erros estavam prejudicando muitos clubes. Portanto, nossa meta foi exatamente foi fazer a mudança porque os árbitros estavam sem ter um critério de trabalho”, disse Ednaldo, em entrevista ao ge.

Gaciba foi substituído pelo ex-árbitro Alício Pena Júnior até o fim de 2021, mas Ednaldo garante que as mudanças vão seguir.

“Vai ser muito ampla a reestruturação da arbitragem brasileira. Queremos fazer de uma forma muito drástica, para dizer assim, no bom sentido da palavra, que possa ser para melhoria. Tanto que nessa reta final o novo presidente, interino, o Alício Pena Júnior, já foi determinado que ele vai concentrar todos os árbitros na Granja Comary para treinamentos, para corrigir situações e critérios para que possamos ter uma arbitragem cada vez mais qualificada. Esse é o objetivo para que possamos, a partir do término da competição, iniciarmos a reestruturação e chegarmos nas competições em 2022 com uma nova sinalização na arbitragem brasileira”, disse o presidente da CBF.

Ednaldo Rodrigues ainda não anunciou novas medidas e novos nomes, mas uma delas está definida: os 38 árbitros que costumam apitar na Série A serão reduzidos a 30 nomes. O objetivo é diminuir a elite de juízes na reta final da competição, para tentar evitar novos os erros. O dirigente quer discussão e muito debate para descentralizar as decisões da comissão de arbitragem.

“A reestruturação passa por alguns pilares, como não ter um comandante individual. Tem que ter comandos compartilhados para que tenhamos todos decidindo em prol de uma arbitragem mais qualificada. Isso não quer dizer que, para fazer uma escala, todos tenham que dar opinião. Mas ela tem que ser muito fiscalizada e dividida, para que erros não aconteçam da forma que está acontecendo.”

A queda de Leonardo Gaciba já era prevista, mas foi antecipada depois da polêmica arbitragem de Vinícius Gonçalves Dias Araújo na vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Bahia, quinta-feira, no Maracanã. O árbitro marcou pênalti depois que a bola tocou no peito do zagueiro Conti. Ele manteve a decisão mesmo depois de ver a imagem no monitor. A CBF liberou o áudio da conversa de Vinícius com o árbitro de vídeo. Ele justifica a marcação dizendo que o jogador do Bahia fez uma “ação de bloqueio” na jogada.


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