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domingo, 3 de março de 2019

NOTA INFORMATIVA: A Secretaria Municipal de Saúde de Candeal, vem através desta Nota Informativa esclarecer a população sobre a situação do Programa de Leishmaniose Visceral no Município


A Leishmaniose Visceral (LV) é  uma doença causada por um protozoário  da espécie leishmania chagasi. A Leichmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica,  com acometimento sistêmico e, se não  tratada, pode levar a óbito  até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomineo e conhecido popularmente como mosquito palha, asa dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Esses insetos são pequenos e tem como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. O ciclo  biologico do vetor ocorre no ambiente terrestre e passa por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto (forma alada). Desenvolvem-se em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria organica (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo). No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção para o vetor, podendo desenvolver os sintomas da doença, que são: emagrecimento, queda de pêlos, crescimento e deformação das unhas, paralização dos membros posteriores, desnutrição,  entre outros. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, trasmitindo o protozoário Leishimania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral. 

A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa sistêmica.  Os principais sintomas da doença são:
• febre de longa duração;
• aumento do fígado e baço;
• perda de peso;
• fraqueza;
• redução da força muscular; 
• anemia;
O diagnóstico da leishmaniose visceral pode ser realizado por meio de técnicas imunológicas e parasitológicas.
Apesar de grave, a Leishmaniose Viceral tem tratamento para os humanos. Ele é  gratuito e está disponivel na rede de serviços  do Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a LV não eliminam por completo o parasito nas oessoas e nos cães. 
No entanto, no Brasil o homem não tem importância como reservatório, ao contrário do cão - que é o principal reservatório do parasito em área urbana. Neste caso, a eutanásia é recomendada como uma das formas de co trole da Leishmaniose Visceral, más deve ser realizada de forma integrada às demais ações recomendadas pelo Ministerio da Saúde. 
A prevenção da Leishmaniose Visceral ocorre por meio de combate ao inseto transmissor. É possivel mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental. Essa limpeza deve ser feita por meio de:
• Limpeza periódica dos quintais, retirada da materia orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem).
• Destino adequado do lixo organico, a fim de impedir o desenvolvimento de larvas dos mosquitos.
• Limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção de animais domesticos distantes do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomineos para dentro do domicílio. 
• Uso de inseticida ( aplicado nas paredes de domicilios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é  apenas para as áreas com elevado número de casos, como municípios de transmissão intensa ( media de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 4,4), moderada (média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de2,4) ou em surto de leishmaniose viceral. 
O programa permaneceu sem funcionar por 10 anos devido falta de investimento por parte dos gestores, fato que deixou o município exposto d3 certa forma a ocorrências de casos da doença. No entantanto nesta gestão o programa foi reativado por entendermos a importância do mesmo dentro do controle das doenças de notificação e controle dentro da Saúde Pública

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